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PSORÍASE

A Psoríase e as Doenças Autoimunes

Atualmente cerca de 3% da população sofre com a psoríase, uma doença autoimune que ocorre devido ao ataque pelo sistema imunológico às células saudáveis da pele, criando manchas avermelhadas, irritadiças e placas esbranquiçadas por todo o corpo, com ênfase em regiões secas extremidades.

Assim como as demais doenças autoimunes, a psoríase ocorre devido à uma má interpretação do sistema imunológico, que direciona células T e glóbulos brancos para o ataque de células totalmente saudáveis, uma vez que estas são identificadas como prejudiciais ao organismo. Nesse processo de autodefesa, o corpo começa a criar lesões em si próprio, causando descamação da pele e placas nas regiões avermelhadas.

Um dos grandes problemas da psoríase, no entanto, está no fato de ser facilmente confundida com crises alérgicas e dermatites de contato, o que impede o descobrimento da doença autoimune e aumenta ainda mais o tempo para iniciar o tratamento. Em caso de surgimento de manchas avermelhadas na pele, o primeiro passo a ser dado deve ser o de consultar-se com um dermatologista para a identificação das manchas e, em caso de psoríase, identificação do tipo da doença para somente então encaminhar os devidos cuidados.

Tipos de Psoríase

A Psoríase de Placa é a mais comum atualmente e atinge cerce de 80% dos pacientes, em geral são pequenas placas que se formam no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, causando grande incômodo devido à coceira e à constante sensação de queimação. Contudo, há também o tipo de psoríase denominado Gutata, que atinge o público infantil e adolescentes, podendo ser tratado desde os primeiros anos de vida. Além desses casos, temos a Psoríase Ungeal, conhecida por agir na região das unhas das mãos e dos pés, engrossando-as e criando uma textura escamosa.

Entre os casos mais graves, temos a Psoríase Pustulosa, que é causada devido à infecção na região onde havia uma Psoríase de Placa, por exemplo, e a Psoríase Inversa, que embora seja menos comum, atinge as regiões conhecidas como ‘dobras’ do corpo, como a axila. A Psoríase Eritrodérmica é considerada rara e grave, exigindo um tratamento extenso e altamente supervisionado. Vale ressaltar também a existência da artrite psoriásica, que causa quadros intensos de dores, rigidez e inchaço nas articulações.

Cada tipo de psoríase possui diferentes níveis de gravidade, o que desencadeia diferentes tipos de tratamento, tornando assim fundamental a consulta à um dermatologista para a realização do tratamento e a realização de métodos de estabilização do sistema imunológico de modo a prevenir demais ataques às células da pele.

Possíveis Causas da Psoríase

Estudos apontam que apenas uma pequena parcela dos pacientes com psoríase adquiriram a doença através de fatores genéticos, tendo como maiores influenciadores do desencadear da doença fatores ambientais, estresse diário e em alto nível, outras doenças autoimunes como a diabetes tipo 1, consumo desenfreado de álcool e tabaco. Além disso, pacientes acima do peso também possuem grandes chances de desenvolver a psoríase, especialmente aqueles que possuem uma alimentação pobre e sem nenhum tipo de estrutura.

Aprenda a Perceber os Sintomas

A forma mais simples de identificar a psoríase é através das manchas vermelhas na pele, principalmente quando essas veem acompanhadas de escamações esbranquiçadas, além da perda de textura e cor nas unhas. Em geral as manchas surgem no couro cabeludo, nos cotovelos, joelhos, na região genital e, em alguns casos mais específicos em mãos e pés, tendo maior incidência quando a pele demonstra estar seca.

As manchas tendem a trazer desconforto tanto com coceira leve quanto com a queimação e dores localizadas. A hidratação, tanto com água, quanto com cremes, é necessária para que a pele não resseque tanto e assim alivie os sintomas de ardência e o ataque das células T não tenham sejam tão danosos às áreas já lesionadas.

Tratamento

Embora não seja considerada uma doença contagiosa, a psoríase é uma doença crônica que não possui cura, exigindo o tratamento contínuo e permitindo que, quando estabilizada, o paciente consiga viver normalmente, sem dores ou incômodos.

Em casos mais leves da doença, onde a coceira é tolerável e não há tanto incômodo nas lesões, recomenda-se a hidratação constante, aplicação de cremes específicos e a exposição ao sol, de modo com que o próprio organismo consiga se reestabelecer e combater o ataque às células. Contudo, também é recomendada uma reavaliação da alimentação, de modo a investir em alimentos que trabalhem de acordo com o sistema imunológico.

Em casos moderados da psoríase, é preciso realizar todo o tratamento para casos leves e sessões de exposição aos raios ultravioleta tipo A, agindo diretamente na formação de vitamina D e auxiliando na fortificação do organismo e na interpretação das células imunológicas para com a pele, tratando em primeiro momento e prevenindo o surgimento de novas lesões em longo prazo.

Já os casos graves de psoríase exigem um cuidado mais intenso, com medicação via oral ou injetável, retardando o funcionamento do sistema imunológico e das células T que atacam o organismo para que o mesmo consiga se recuperar aos poucos e assim reduzir o grau das lesões.

Vitamina D Como Agente Redutor dos Sintomas

Entre os métodos de tratamento e prevenção da psoríase, a exposição direta aos raios UV em horários saudáveis (começo da manhã e final da tarde) é um dos mais recomendados por ser uma atividade simples, acessível e com grande impacto. Isso porque a formação de vitamina D se dá com a sintetização dos raios UV na pele, de modo com que haja uma maior liberação de tal hormônio para o sistema imunológico, agindo no equilíbrio do funcionamento e prevenindo não só a psoríase como também outras doenças autoimunes como vitiligo, lúpus e até mesmo artrite reumatoide.

A psoríase tem como maior inimigo nos dias de hoje a falta de informação acerca de suas características, o que dificulta o diagnostico e ainda a coloca como tabu, visto que muitos ainda acreditam que se trata de uma doença contagiosa, quando na realidade a psoríase nada mais é que uma reposta do sistema imunológico contra o próprio corpo e seus pacientes podem viver normalmente e com qualidade de vida uma vez que a doença está em tratamento e controlada.




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PSORÍASE

A Psoríase e as Doenças Autoimunes

Atualmente cerca de 3% da população sofre com a psoríase, uma doença autoimune que ocorre devido ao ataque pelo sistema imunológico às células saudáveis da pele, criando manchas avermelhadas, irritadiças e placas esbranquiçadas por todo o corpo, com ênfase em regiões secas extremidades.

Assim como as demais doenças autoimunes, a psoríase ocorre devido à uma má interpretação do sistema imunológico, que direciona células T e glóbulos brancos para o ataque de células totalmente saudáveis, uma vez que estas são identificadas como prejudiciais ao organismo. Nesse processo de autodefesa, o corpo começa a criar lesões em si próprio, causando descamação da pele e placas nas regiões avermelhadas.

Um dos grandes problemas da psoríase, no entanto, está no fato de ser facilmente confundida com crises alérgicas e dermatites de contato, o que impede o descobrimento da doença autoimune e aumenta ainda mais o tempo para iniciar o tratamento. Em caso de surgimento de manchas avermelhadas na pele, o primeiro passo a ser dado deve ser o de consultar-se com um dermatologista para a identificação das manchas e, em caso de psoríase, identificação do tipo da doença para somente então encaminhar os devidos cuidados.

Tipos de Psoríase

A Psoríase de Placa é a mais comum atualmente e atinge cerce de 80% dos pacientes, em geral são pequenas placas que se formam no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, causando grande incômodo devido à coceira e à constante sensação de queimação. Contudo, há também o tipo de psoríase denominado Gutata, que atinge o público infantil e adolescentes, podendo ser tratado desde os primeiros anos de vida. Além desses casos, temos a Psoríase Ungeal, conhecida por agir na região das unhas das mãos e dos pés, engrossando-as e criando uma textura escamosa.

Entre os casos mais graves, temos a Psoríase Pustulosa, que é causada devido à infecção na região onde havia uma Psoríase de Placa, por exemplo, e a Psoríase Inversa, que embora seja menos comum, atinge as regiões conhecidas como ‘dobras’ do corpo, como a axila. A Psoríase Eritrodérmica é considerada rara e grave, exigindo um tratamento extenso e altamente supervisionado. Vale ressaltar também a existência da artrite psoriásica, que causa quadros intensos de dores, rigidez e inchaço nas articulações.

Cada tipo de psoríase possui diferentes níveis de gravidade, o que desencadeia diferentes tipos de tratamento, tornando assim fundamental a consulta à um dermatologista para a realização do tratamento e a realização de métodos de estabilização do sistema imunológico de modo a prevenir demais ataques às células da pele.

Possíveis Causas da Psoríase

Estudos apontam que apenas uma pequena parcela dos pacientes com psoríase adquiriram a doença através de fatores genéticos, tendo como maiores influenciadores do desencadear da doença fatores ambientais, estresse diário e em alto nível, outras doenças autoimunes como a diabetes tipo 1, consumo desenfreado de álcool e tabaco. Além disso, pacientes acima do peso também possuem grandes chances de desenvolver a psoríase, especialmente aqueles que possuem uma alimentação pobre e sem nenhum tipo de estrutura.

Aprenda a Perceber os Sintomas

A forma mais simples de identificar a psoríase é através das manchas vermelhas na pele, principalmente quando essas veem acompanhadas de escamações esbranquiçadas, além da perda de textura e cor nas unhas. Em geral as manchas surgem no couro cabeludo, nos cotovelos, joelhos, na região genital e, em alguns casos mais específicos em mãos e pés, tendo maior incidência quando a pele demonstra estar seca.

As manchas tendem a trazer desconforto tanto com coceira leve quanto com a queimação e dores localizadas. A hidratação, tanto com água, quanto com cremes, é necessária para que a pele não resseque tanto e assim alivie os sintomas de ardência e o ataque das células T não tenham sejam tão danosos às áreas já lesionadas.

Tratamento

Embora não seja considerada uma doença contagiosa, a psoríase é uma doença crônica que não possui cura, exigindo o tratamento contínuo e permitindo que, quando estabilizada, o paciente consiga viver normalmente, sem dores ou incômodos.

Em casos mais leves da doença, onde a coceira é tolerável e não há tanto incômodo nas lesões, recomenda-se a hidratação constante, aplicação de cremes específicos e a exposição ao sol, de modo com que o próprio organismo consiga se reestabelecer e combater o ataque às células. Contudo, também é recomendada uma reavaliação da alimentação, de modo a investir em alimentos que trabalhem de acordo com o sistema imunológico.

Em casos moderados da psoríase, é preciso realizar todo o tratamento para casos leves e sessões de exposição aos raios ultravioleta tipo A, agindo diretamente na formação de vitamina D e auxiliando na fortificação do organismo e na interpretação das células imunológicas para com a pele, tratando em primeiro momento e prevenindo o surgimento de novas lesões em longo prazo.

Já os casos graves de psoríase exigem um cuidado mais intenso, com medicação via oral ou injetável, retardando o funcionamento do sistema imunológico e das células T que atacam o organismo para que o mesmo consiga se recuperar aos poucos e assim reduzir o grau das lesões.

Vitamina D Como Agente Redutor dos Sintomas

Entre os métodos de tratamento e prevenção da psoríase, a exposição direta aos raios UV em horários saudáveis (começo da manhã e final da tarde) é um dos mais recomendados por ser uma atividade simples, acessível e com grande impacto. Isso porque a formação de vitamina D se dá com a sintetização dos raios UV na pele, de modo com que haja uma maior liberação de tal hormônio para o sistema imunológico, agindo no equilíbrio do funcionamento e prevenindo não só a psoríase como também outras doenças autoimunes como vitiligo, lúpus e até mesmo artrite reumatoide.

A psoríase tem como maior inimigo nos dias de hoje a falta de informação acerca de suas características, o que dificulta o diagnostico e ainda a coloca como tabu, visto que muitos ainda acreditam que se trata de uma doença contagiosa, quando na realidade a psoríase nada mais é que uma reposta do sistema imunológico contra o próprio corpo e seus pacientes podem viver normalmente e com qualidade de vida uma vez que a doença está em tratamento e controlada.