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DERMATITE

O Que é a Dermatite?

Presente em cerca de 7% da população mundial e com ocorrências que vão desde o nascimento até a terceira idade, a dermatite é uma doença não transmissível que, apesar de muito conhecida, ainda não é tratada com o devido cuidado, sendo muitas vezes confundida com alergias e irritações de pele e não recebendo o tratamento necessário para o desaparecimento das erupções cutâneas e da coceira.

Em geral, a dermatite consiste em um conjunto de reações do organismo devido ao contato direto ou indireto com alguma substância ou material em específico, causando erupções cutâneas e manchas avermelhadas pela pele, que desencadeiam inchaço, prurido e coceiras intensas devido à fragilidade do tecido e a falta de hidratação da pele. Em casos mais graves, a dermatite pode estimular a produção de secreções pela pele, além da inflamação da região causada pela entrada de corpos estranhos. Por não se tratar de uma doença transmissível, a dermatite é tratada como uma simples coceira

A maioria das pessoas que sofrem com a dermatite atualmente conseguem controlar seus quadros de irritação e prevenir a incidência dos mesmos através da mudança de alguns hábitos, no entanto, para que o tratamento seja direcionado e efetivo, é preciso que haja um diagnóstico apontando qual o tipo de dermatite e sua principal causa.

Os Diversos Tipos de Dermatite

Um erro comum ao tratar uma dermatite é considerar que a doença possui apenas uma ou duas faces, reduzindo todos os diagnósticos em dois ou três resultados, contudo, há uma grande variedade entre os tipos de dermatites, que são classificadas desde a idade na qual afeta o indivíduo, até o tipo de agente desencadeador da doença.

A dermatite atópica, assim como a dermatite de contato alérgica são as mais comuns de se encontrar, no entanto, o diagnóstico pode trazer dermatites de contato irritante, dermatite ocre, dermatite esfoliativa, dermatite herpetiforme, dermatite de estase, dermatite numular e até mesmo a dermatite de fralda, que pode vir a ocorrer em bebês e pessoas da terceira idade.

Cada tipo de dermatite traz características específicas e também determina a intensidade na qual as manchas afetarão o organismo. Conhecer a dermatite em questão é fundamental para identificar as causas e elaborar um plano de tratamento e prevenção em longo prazo, evitando que novas crises ocorram e garantindo qualidade de vida e bem-estar.

Principais Causas

Após compreender o tipo de dermatite, tanto o médico responsável, preferencialmente um dermatologista, quanto o paciente devem trabalhar em conjunto para analisar e descobrir qual a causa da dermatite. A hipersensibilidade da pele é um dos fatores mais comuns, mas questões genéticas e hereditárias também ajudam no desenvolvimento de doenças como a dermatite, passando para as próximas gerações a intolerância à determinadas substâncias como a lactose, em caso de ingestão direta, ou simplesmente a poeira presente no ar, que age indiretamente no organismo.

O estresse acumulado e grandes traumas também auxiliam na somatização e desenvolvimento da dermatite, contudo, é preciso levar em conta fatores hormonais, questões de irritabilidade como o atrito e até mesmo grandes mudanças na rotina, como a troca do leite materno por leite industrializado para bebês, a aplicação de vacinas ou até mesmo a influência da alimentação.

Sintomas da Dermatite

A dermatite surge com sintomas leves e muitas vezes imperceptíveis, seja com uma pequena erupção ou uma mancha avermelhada que começa a coçar. Com o passar do tempo e a intensificação da dermatite, as manchas tendem a aumentar e há o surgimento de pruridos e erupções com secreção.

Os casos mais graves de dermatite tendem a se desenvolver devido à contaminação das lesões. Ao coçar a dermatite, por exemplo, o paciente estará não só abrindo ainda mais a lesão, como permitira a entrada de corpos estranhos no ferimento e trará as bactérias da própria mão para dentro do organismo. Sendo assim, por mais difícil que seja, é necessário que o paciente com dermatite evite ao máximo o contato com as lesões, e se possível proteja-as com gaze para evitar a contaminação.

Dermatite e Qualidade de Vida

O maior incomodo relatado por quem sofre com a dermatite é, sem sombra de dúvidas, a coceira, e embora poucas pessoas considerem esse fator, a coceira constante pode afetar o desenvolvimento físico e psicológico, especialmente no período da noite, quando o corpo relaxa para dormir e as coceiras impedem que o indivíduo tenha uma noite de sono de qualidade.

Os quadros de dermatite também podem afetar o desempenho nos estudos e no trabalho, causando incômodos e gerando um estresse cada vez maior pela insatisfação e pela sensação constante de coceira na pele. Como consequência, a qualidade de vida é exponencialmente reduzida e os quadros de dermatite podem vir a agravar devido à tamanho desconforto. Em situações como essa, é recomendado conversar diretamente com o médico responsável para, se possível, iniciar o tratamento com inibidores de modo a aliviar os sintomas e permitir que o paciente descanse e consiga se recompor.

Tratamento e Prevenção

Para garantir uma recuperação tranquila e segura, é recomendada a hidratação constante das lesões com cremes apropriados para o tratamento de dermatite, além do uso de pomadas com base em esteroides e corticoides para aliviar os sintomas e permitir que o organismo ative o sistema imunológico. A maioria dos casos de dermatite são facilmente tratáveis e os resultados são visíveis na primeira semana.

Contudo, os casos mais graves onde há infecção das lesões exigem maior cuidado durante o tratamento, utilizando-se das mesmas recomendações para o tratamento de lesões leves ao mesmo tempo em que adiciona o tratamento com antibióticos e anti-inflamatórios, reprogramando o organismo de modo que a recuperação seja uma prioridade e os sintomas sejam aliviados o quanto antes.

Com o diagnostico em mãos, o paciente pode também desenvolver mudanças de hábito (e até mesmo alimentares) que funcionarão como um tratamento preventivo contra a dermatite. Esse processo deve ser realizado com a orientação médica e sua aplicação deve ser contínua, evitando a exposição do corpo aos agentes causadores da doença e permitindo uma vida tranquila e saudável sem nenhum tipo de preocupação para com as inúmeras doenças de pele.




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O Que é a Dermatite?

Presente em cerca de 7% da população mundial e com ocorrências que vão desde o nascimento até a terceira idade, a dermatite é uma doença não transmissível que, apesar de muito conhecida, ainda não é tratada com o devido cuidado, sendo muitas vezes confundida com alergias e irritações de pele e não recebendo o tratamento necessário para o desaparecimento das erupções cutâneas e da coceira.

Em geral, a dermatite consiste em um conjunto de reações do organismo devido ao contato direto ou indireto com alguma substância ou material em específico, causando erupções cutâneas e manchas avermelhadas pela pele, que desencadeiam inchaço, prurido e coceiras intensas devido à fragilidade do tecido e a falta de hidratação da pele. Em casos mais graves, a dermatite pode estimular a produção de secreções pela pele, além da inflamação da região causada pela entrada de corpos estranhos. Por não se tratar de uma doença transmissível, a dermatite é tratada como uma simples coceira

A maioria das pessoas que sofrem com a dermatite atualmente conseguem controlar seus quadros de irritação e prevenir a incidência dos mesmos através da mudança de alguns hábitos, no entanto, para que o tratamento seja direcionado e efetivo, é preciso que haja um diagnóstico apontando qual o tipo de dermatite e sua principal causa.

Os Diversos Tipos de Dermatite

Um erro comum ao tratar uma dermatite é considerar que a doença possui apenas uma ou duas faces, reduzindo todos os diagnósticos em dois ou três resultados, contudo, há uma grande variedade entre os tipos de dermatites, que são classificadas desde a idade na qual afeta o indivíduo, até o tipo de agente desencadeador da doença.

A dermatite atópica, assim como a dermatite de contato alérgica são as mais comuns de se encontrar, no entanto, o diagnóstico pode trazer dermatites de contato irritante, dermatite ocre, dermatite esfoliativa, dermatite herpetiforme, dermatite de estase, dermatite numular e até mesmo a dermatite de fralda, que pode vir a ocorrer em bebês e pessoas da terceira idade.

Cada tipo de dermatite traz características específicas e também determina a intensidade na qual as manchas afetarão o organismo. Conhecer a dermatite em questão é fundamental para identificar as causas e elaborar um plano de tratamento e prevenção em longo prazo, evitando que novas crises ocorram e garantindo qualidade de vida e bem-estar.

Principais Causas

Após compreender o tipo de dermatite, tanto o médico responsável, preferencialmente um dermatologista, quanto o paciente devem trabalhar em conjunto para analisar e descobrir qual a causa da dermatite. A hipersensibilidade da pele é um dos fatores mais comuns, mas questões genéticas e hereditárias também ajudam no desenvolvimento de doenças como a dermatite, passando para as próximas gerações a intolerância à determinadas substâncias como a lactose, em caso de ingestão direta, ou simplesmente a poeira presente no ar, que age indiretamente no organismo.

O estresse acumulado e grandes traumas também auxiliam na somatização e desenvolvimento da dermatite, contudo, é preciso levar em conta fatores hormonais, questões de irritabilidade como o atrito e até mesmo grandes mudanças na rotina, como a troca do leite materno por leite industrializado para bebês, a aplicação de vacinas ou até mesmo a influência da alimentação.

Sintomas da Dermatite

A dermatite surge com sintomas leves e muitas vezes imperceptíveis, seja com uma pequena erupção ou uma mancha avermelhada que começa a coçar. Com o passar do tempo e a intensificação da dermatite, as manchas tendem a aumentar e há o surgimento de pruridos e erupções com secreção.

Os casos mais graves de dermatite tendem a se desenvolver devido à contaminação das lesões. Ao coçar a dermatite, por exemplo, o paciente estará não só abrindo ainda mais a lesão, como permitira a entrada de corpos estranhos no ferimento e trará as bactérias da própria mão para dentro do organismo. Sendo assim, por mais difícil que seja, é necessário que o paciente com dermatite evite ao máximo o contato com as lesões, e se possível proteja-as com gaze para evitar a contaminação.

Dermatite e Qualidade de Vida

O maior incomodo relatado por quem sofre com a dermatite é, sem sombra de dúvidas, a coceira, e embora poucas pessoas considerem esse fator, a coceira constante pode afetar o desenvolvimento físico e psicológico, especialmente no período da noite, quando o corpo relaxa para dormir e as coceiras impedem que o indivíduo tenha uma noite de sono de qualidade.

Os quadros de dermatite também podem afetar o desempenho nos estudos e no trabalho, causando incômodos e gerando um estresse cada vez maior pela insatisfação e pela sensação constante de coceira na pele. Como consequência, a qualidade de vida é exponencialmente reduzida e os quadros de dermatite podem vir a agravar devido à tamanho desconforto. Em situações como essa, é recomendado conversar diretamente com o médico responsável para, se possível, iniciar o tratamento com inibidores de modo a aliviar os sintomas e permitir que o paciente descanse e consiga se recompor.

Tratamento e Prevenção

Para garantir uma recuperação tranquila e segura, é recomendada a hidratação constante das lesões com cremes apropriados para o tratamento de dermatite, além do uso de pomadas com base em esteroides e corticoides para aliviar os sintomas e permitir que o organismo ative o sistema imunológico. A maioria dos casos de dermatite são facilmente tratáveis e os resultados são visíveis na primeira semana.

Contudo, os casos mais graves onde há infecção das lesões exigem maior cuidado durante o tratamento, utilizando-se das mesmas recomendações para o tratamento de lesões leves ao mesmo tempo em que adiciona o tratamento com antibióticos e anti-inflamatórios, reprogramando o organismo de modo que a recuperação seja uma prioridade e os sintomas sejam aliviados o quanto antes.

Com o diagnostico em mãos, o paciente pode também desenvolver mudanças de hábito (e até mesmo alimentares) que funcionarão como um tratamento preventivo contra a dermatite. Esse processo deve ser realizado com a orientação médica e sua aplicação deve ser contínua, evitando a exposição do corpo aos agentes causadores da doença e permitindo uma vida tranquila e saudável sem nenhum tipo de preocupação para com as inúmeras doenças de pele.